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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quero sentir algo

Olá


Há dias sinto sua presença, tentei ignorar numa esperança que fosse embora. Inocência, pois ela nunca parte, é uma presença que não posso exorcizar.

Acordo e a primeira coisa que faço é chorar, o vazio que sinto em meu peito é maior que eu, sinto como se fosse desaparecer sob seu peso.
A possibilidade de estar presa novamente nas artimanhas de uma doença que não me deixa ir, e sejamos honestos que eu também não permito ir embora totalmente, me desespera.

Não consigo olhar no espelho, me concentrar o suficiente pra fazer os trabalhos da faculdade, interagir com as pessoas, dentro da minha cabeça parece que despejaram concreto...

Minha solitude incomoda, proporciona espaço para ela crescer e expandir, até dominar tudo que me pertence.
Imaginar, os devaneios são os únicos remédios disponíveis, permitem uma fuga temporária. Neles experimento das doces experiencias que sei que não terei, em realidade a minha vida é essa, sonhar com algo que não tornará realidade e fingir que tudo está bem.

Amanda, a engraçada, a louca, a inteligente, nerd, super bem resolvida com seus fantasmas. Suas cicatrizes são passado, certo?

A cura momentânea para isso eu já conheço, uma garrafa de vodka e minhas laminas... Seriam suficientes para me manter de pé por mais algum tempo.

Como lidar  que hoje eu não quero morrer, pois nem ligo o suficiente pra desejar o fim.
Quero ser uma garota "normal" de 22 anos. Curtindo a minha vida, a minha juventude. Não entendo essa prisão que  minha própria mente cria me impedindo de viver completamente.

Estou acostumada entretanto, mas gostaria de não estar. Sentir dor seria melhor que estar anestesiada.

Beijss


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